Viemos ao mundo com algum propósito, alguma razão, uma missão. Umas pessoas crêem que sabem esses devidos porquês, outras se vão sem saber. Defendo com unhas e dentes essa teoria. Acho que Deus tem um livro infinito de histórias, escritas a cada segundo de sua sabedoria. Então nos coloca características contraditórias, para que não haja a superioridade entre os homens. No entanto, muitos se reprimem ao longo da trajetória, deixam de lado a raiz e até pedaços do seu próprio “eu”. Não vejo mal algum em ser eu, por mais que em certos momentos os defeitos ocultem minhas qualidades. Eu tenho gostos estranhos, manias incomuns e defeitos irritantes, e na verdade todo mundo tem. Se disserem o contrário, é mentira. Eu não entendo esse ligeiro processo de padrão. As pessoas não são naturais, são levadas pelo vento. Estão formando um conceito geral para tudo, o que acaba deixando ainda mais restrita a esperança de união, de igualdade. Fica uma idéia de que, se não entramos no padrão, somos excluídos da sociedade, mas não é bem assim. Ouvi muito sobre esse assunto nas aulas de Sociologia e a conclusão que cheguei é que a culpa disso tudo é de nós mesmos, que seguimos rigorosamente tudo que vemos na TV, nas revistas (entre outros meios de comunicação), mesmo sabendo que a “perfeição” mostrada por elas não existe. As pessoas precisam aprender a respeitar o próximo. A delícia está na individualidade e não no geral. Sejamos nós mesmos, vamos sentir o sabor de sermos diferentes em características e iguais em direitos. Vamos sentir a felicidade de se assumir, de ser exatamente o que é...
A idéia do texto é meio complexa, mas espero que vocês tenham entendido o recado.